Nessa manhã inspiradoríssima, ouvindo uma palestra sobre metafísica, alguns novos tópicos de assunto para valvula de escape nasceram.
Eu, por exemplo, to sempre contando a mesma historinha para mim mesma, e para vocês leitores. Aquela velha consciência sobre os fatos passados, amaciando-me de toda a realidade padrão, chamada de presente.
Aquele papo de reciclagem diária nem sempre está em prática, porque nos condicionamos as fantasias e por lá vivemos felizes para sempre – almejando aquilo que neste momento parece conveniente para aquele outro, e por aí nos jogamos dentro de um espiral transtornado de desejos, emoções e papo que psicologo a-do-ra!
Falando em psicologo, perceberam que principalmente as pessoas dessa geração de vintetrintaepoucos anos fazem terapia? Terapia alternativa, padrão, clássica, bolero, opa, ou tanto faz, todo mundo faz “análise”. Que saco isso! Vão se olhar no espelho e para de contar historinha!!! Me renego, apesar de mamãe achar que sou um pouco transtornadinha. Só impressão!
O argumento decorado sobre isso é: Fruto dessas milhões de opções que o mundo atual nos oferece, ficamos todos baratas tontas, sem saber o que querer, querendo tudo, fazendo nada; relativamente é claro. Minha questão começa quando olhamos para o quintal do vizinho.
Vamos lá:
As vezes nos trancamos dentro de nós mesmos, com desejos, sonhos, amores e crenças totalmente descabidas em relação aos modelos que a sociedade faz questão de oferecer. Aí começam as perdições, o nivel decai e surgem os emos – inventei isso agora – quando nos comparamos com o que é “normal”. Normal não existe, a diferença é que uns fingem bem, tanto que acreditam nas suas próprias mentiras, incorporam para suas vidas, e esquecem de suas verdades. Há um risco de nunca atingir aquilo que almejam secretamente dentro de si, justamente por essa enganação tão ridicula.
Eu, por exemplo – mais uma vez – já me cansei de ser um paninho de bar, aquela que tá ali disposta a limpar toda a sujeira em cima do balcão, apesar das teorias libertárias, na pratica tá ali, se rastejando toda. Fedendo!
Aí ficamos naquelas divagações, entre olhar para fora, e descobrir o mundo, automaticamente nos sentir impotentes diante de tantas possibilidades, umas merdas, uns coitados, e … fazer análise para se-encontrorar-dentro-de-si-no-mundo, porém só esquecemos daquilo…
Daquilo que é simples, prático e objetivo: verdadeira vontade.
Verdadeira vontade igual à força de vontade e disposição em r-e-a-l-i-z-a-r aquilo que nos convém, que nos realiza enquanto seres existentes nesse planeta azul, independente de papo furado de espírito, alma, evolução e mimimi. Fazer! É o que falta.
To largando minha vida de paninho de bar, e vocês?




